Angola 24 Horas - ONU denuncia violência contra a oposição da RDCongo a poucos dias das eleições
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ONU denuncia violência contra a oposição da RDCongo a poucos dias das eleições

ONU denuncia violência contra a oposição da RDCongo a poucos dias das eleições

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou hoje a violência cometida contra candidatos da oposição nas eleições na República Democrática do Congo (RDCongo) e instou as autoridades a defender "o direito à liberdade de expressão".

"Estou muito preocupado com os relatos de uso excessivo da força, incluindo balas reais, por forças de segurança contra encontros da oposição", referiu Michelle Bachelet, em comunicado.

"A poucos dias de uma eleição crucial na RDCongo, é essencial que as autoridades assegurem que os direitos à liberdade de expressão e reuniões pacíficas sejam totalmente protegidas e que tomem todas as medidas possíveis para prevenir a violência", acrescentou Bachelet, insistindo no direito de todos os candidatos de organizar encontros e fazer campanha.

A campanha eleitoral na RDCongo tem sido marcada pela violência dirigida em particular contra os dois candidatos da oposição Félix Tshisekedi e Martin Fayulu e os seus apoiantes.

Entre terça e quarta-feira, pelo menos quatro apoiantes de Martin Fayulu foram mortos em Katanga, no sudeste da RDCongo, segundo um relatório de várias fontes.

Na quinta-feira, um homem de 17 anos, apoiante de Félix Tshisekedi, foi morto por um polícia no centro da RDCongo antes do início de uma manifestação eleitoral.

"Exorto o Governo a enviar um sinal claro de que as ameaças e a violência contra opositores políticos não serão toleradas", afirmou Bachelet, alegando que esses atos "estão sujeitos a uma investigação rápida e eficiente e que os autores são responsáveis".

Além disso, o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) anunciou que cerca de 1,5 milhões de pessoas ficaram com as suas casas destruídas devido aos combates entre o exército e os rebeldes no leste do país entre maio e novembro.

Segundo o ACNUR, em 2018, mais de um milhão de congoleses foram deslocados no interior do país.

Desde o final de 2014, a região de Beni tem sido palco de massacres atribuídos ao grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF), que provocaram centenas de mortos entre a população local.

Na quinta-feira, oito mil urnas eletrónicas e outros equipamentos eleitorais ficaram destruídos num incêndio num dos principais armazéns da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) em Kinshasa, capital da RDCongo.

Corneille Nangaa, presidente do CENI, avançou com os números e afirmou que o incêndio destruiu o material eleitoral de 19 de 24 municípios.

As eleições presidenciais vão designar o sucessor de Joseph Kabila, que está no poder desde 2001 e não pode concorrer a estas eleições, uma vez que já cumpriu dois mandatos como chefe de Estado, tal como prevê a Constituição.

A campanha eleitoral teve início em 22 de novembro e prolonga-se até 21 de dezembro, dois dias antes das eleições, que contam com 21 candidatos presidenciais aprovados pela CENI.

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