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Denis Mukwege da RD Congo e Nadia Murad do Iraque ganham o Nobel da Paz 2018

Denis Mukwege da RD Congo e Nadia Murad do Iraque ganham o Nobel da Paz 2018

O prémio Nobel da Paz 2018 foi esta sexta-feira atribuído pelo Comité Nobel norueguês ao cirurgião congolês Denis Mukwege e à ativista da minoria religiosa yazidi Nadia Murad pelos seus esforços no combate à violência sexual nos conflitos armados.

O Comité justificou a decisão com os esforços dos dois laureados para acabar com a violência sexual como arma nos conflitos e guerras de todo o mundo.

"Cada um à sua maneira tem ajudado a dar uma maior visibilidade à violência sexual em momentos de guerra, para que os abusadores possam ser responsabilizados pelas suas ações", pode ler-se no anúncio oficial do Comité Nobel.

Denis Mukwege tem dedicado uma grande parte da sua vida a ajudar as vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo, tendo já tratado, juntamente com a sua equipa, milhares de pessoas no hospital Panzi, criado em 2008.

"A justiça é um assunto de todos" é o princípio pelo qual se rege este médico.

Por seu turno, Nadia Murad é ela própria vítima de crimes de guerra. A ativista "tem recusado aceitar os códigos sociais que requerem que as mulheres permaneçam em silêncio e tenham vergonha dos abusos a que estão sujeitas", descreve o comunicado do Comité.

No ano passado, o prémio foi hoje à Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, em inglês), pelo trabalho feito para a eliminação de armamento nuclear no mundo.

Os prémios Nobel nasceram da vontade do químico, engenheiro, inventor, industrial e filantropo sueco Alfred Nobel (1833-1896) em doar a sua imensa fortuna para o reconhecimento de personalidades que prestassem serviços à humanidade.

Os prémios foram atribuídos pela primeira vez em 1901.

Desde 1901, foram atribuídos 98 prémios Nobel da Paz a um total de 131 laureados (104 indivíduos e 27 organizações).

Na lista dos prémios Nobel da Paz constam apenas 16 mulheres, incluindo a mais jovem laureada de sempre, a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que tinha 17 anos quando recebeu a distinção em 2014.

Atualmente com um valor monetário de nove milhões de coroas suecas (873 mil euros), o prémio não foi atribuído em 19 ocasiões, nomeadamente durante o período da Primeira e da Segunda Guerra Mundial.

Em 2017, o Nobel da Paz foi atribuído à Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN).

A cerimónia de entrega do prémio está agendada para 10 de dezembro em Oslo.

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