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Lula falha prazo do mandato de detenção ordenado por Juiz brasileiro

Lula falha prazo do mandato de detenção ordenado por Juiz brasileiro

O ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva permanece no edifídio da cidade brasileira de São Bernardo do Campo do Sindicato dos Metalúrgicos, violando o prazo de detenção decretado pelo juiz Sérgio Moro.

Lula da Silva recebeu uma intimação judicial para se apresentar para ser detido hoje até às 17:00 horas locais (21:00 em Lisboa), mas, segundo fontes da assessoria, o ex-Presidente permanece no edifício.

Lula estava em São Bernardo do Campo, na sede do sindicato do setor metalúrgico, onde iniciou a sua ação ainda nos anos 70.

Nesta sexta-feira, A Folha de São Paulo escrevia que Lula nunca se apresentaria voluntariamente a Curitiba, onde está o juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo em que foi investigado o antigo presidente. A Polícia Federal tinha feito saber ter um avião preparado para transportar Lula de São Paulo para Curitiba.

Antes do desenlace, as informações que surgiam davam conta de iniciativas contraditórias, com algumas fontes a afirmarem estarem em curso negociações com os advogados de Lula para a entrega do antigo presidente enquanto outras noticiavam que tropas especiais estavam em São Bernardo do Campo para avançarem sobre o sindicato e deterem o antigo dirigente.

Ao contrário do que anunciado anteriormente, dirigentes do sindicato garantiram que Lula não falaria publicamente. A escolha da sede tem um significado especial para Lula da Silva: foi aqui que o antigo presidente e o Partido dos Trabalhadores (PT) iniciaram o caminho que os levou ao poder.

O PT mobilizara ao longo do dia os seus apoiantes para se concentrarem junto da sede do sindicato, em São Bernardo do Campo. Ao final do dia, mais de dez milhares pessoas estavam concentradas junto do edifício, escrevia a agência Lusa.

O partido denunciava "a elite brasileira" como "arcaica, desumana e mesquinha" e promete manifestar-se "contra qualquer tipo de dominação ou exploração". Em várias intervenções, dirigentes do PT diziam estar em curso um processo para fazer voltar o Brasil aos tempos da "repressão" e da "exploração". Apesar do ambiente tenso diante a sede do sindicato, tinha sido feita a promessa que Lula não resistiria à prisão.

Lula tem estado à frente sondagens para as presidenciais de outubro de 2018. Contudo, a lei chamada da "Ficha Limpa" interdita condenados por tribunais em duas instâncias sejam candidatos, após se esgotarem todos os recursos.

O atual mandato de detenção emitido quinta-feira por Sérgio Moro, juiz responsável pelo processo Operação Lava Jato em primeira instância. Lula foi condenado no chamado caso do Triplex de Guarajá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O tribunal deu como provado que Lula recebeu um apartamento de luxo, situado junto ao mar em Guajará, como contrapartida por favorecimentos que teriam sido feitos pelo PT à Petrobrás.

No primeiro julgamento, em 2017, o antigo presidente foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a nove anos e seis meses de prisão. Ficou também proibido de ocupar cargos e funções públicas durante sete anos. Em segunda instância, Lula viu a justiça manter a condenação, aumentando a pena para 12 anos e um mês de prisão. Nesta quarta-feira, a justiça rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados de Lula para permanecer em liberdade até todos os recursos estarem esgotados. Um pedido de habeas corpus, interposto à última hora, fora também recusado.

Apesar da condenação, Lula da Silva permanece como favorito nas sondagens para as presidenciais de outubro de 2018 mas a lei da "Ficha Limpa", relativa à idoneidade dos candidatos à Presidência da República, impede que réus condenados por tribunais em duas instâncias se candidatem, depois de esgotados todos os recursos.

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