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Dhlakama diz que só entrega armas com oficiais da Renamo nas Forças de Defesa e Segurança

Dhlakama diz que só entrega armas com oficiais da Renamo nas Forças de Defesa e Segurança

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, afirmou hoje que o principal partido da oposição moçambicana só vai entregar as armas da sua ala militar, quando os oficiais da organização forem integrados no comando das Forças de Defesa e Segurança.

"As armas da nossa segurança só sairão das mãos dos homens da Renamo para serem entregues a instituições credíveis e equilibradas do Estado", afirmou Afonso Dhlakama, em entrevista ao semanário Canal de Moçambique.

A credibilidade das Forças de Defesa e Segurança moçambicanas depende da entrada de oficiais da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) nos postos de comando, acrescentou.

"Essas armas que estão nas mãos dos guardas da Renamo serão entregues ao partido Frelimo, porque estaremos a dirigir em conjunto. Sem acontecer isso, essa história de armas é uma grande conversa, porque a Renamo não vai retirar armas da sua segurança e entregar a um conjunto de pessoas que recebem ordens do partido Frelimo", sublinhou Afonso Dhlakama.

O líder da Renamo reiterou que o seu partido defende que as Forças de Defesa e Segurança sejam dirigidas por oficiais indicados pelo principal partido da oposição e pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, para deixarem de ser alegadamente partidárias.

"A ideia é simples: onde o chefe é da Frelimo, o 'vice' deve ser da Renamo e vice-versa", declarou.

Afonso Dhlakama rejeitou a posição da Frelimo de que a desmobilização e desintegração da chamada força residual da Renamo ou sua integração nas Forças de Defesa e Segurança decorra em paralelo com a descentralização administrativa do país.

"O que eu quero deixar claro é que nunca discutimos a troca de nada. O Presidente [da República, Filipe] Nyusi abordou oficialmente para dizer que a descentralização é para trocar com o desarmamento", afirmou.

Apesar de o Governo e a Renamo terem assinado o Acordo Geral de Paz (AGP) em 1992, que encerrou 16 anos de guerra civil, o principal partido da oposição mantém um contingente armado que já se envolveu em vários ciclos de violência com as forças governamentais, principalmente após eleições.

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