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JES "decidiu sair sem sair" ao anunciar o nome de João Lourenço - UNITA

JES "decidiu sair sem sair" ao anunciar o nome de João Lourenço - UNITA

A UNITA, maior partido da oposição angolana, considerou hoje que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, "decidiu sair sem sair" ao anunciar o nome de João Lourenço como candidato às eleições gerais deste ano.

Indicação de João Lourenço como candidato a PR é "pseudo-sucessão" - UNITA

O secretário-geral da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Franco Marcolino Nhany, falava em conferência de imprensa, em Luanda, para fazer uma análise do momento político atual de Angola.

"Não haja ilusões! Esta pseudo-sucessão enquadra-se apenas na lista de candidatos a deputados do MPLA, e não na presidência do MPLA, e muito menos na presidência da República porque, nas Repúblicas, não há sucessões, há eleições e as eleições em Angola serão em Agosto de 2017", o senhor presidente do MPLA  decidiu sair sem sair. Continua a dirigir o MPLA na sua lógica de que é o partido que inspira a ação do Governo", referiu Franco Marcolino Nhany.

O secretário-geral da UNITA considerou igualmente que a figura de João Lourenço, vice-presidente do MPLA, "foi imposta" pelo seu líder.

"O senhor presidente do MPLA continua a impor, a todo o custo, a sua vontade ao MPLA, mas quem executa a sua vontade passa a ser uma outra pessoa, que não foi eleita por sufrágio direto e secreto. Esta pessoa que foi imposta chama-se João Lourenço", apontou o político da UNITA.Isto, porque, lembra o dirigente da UNITA, José Eduardo dos Santos "continua a dirigir o MPLA na sua lógica de que é o Partido que inspira a acção do governo e, tanto é assim que, por aberração, os Governadores ou Administradores são, antes demais, primeiros Secretários do MPLA".

MPLA é "patrono da corrupção em Angola

Marcolino Nhany apontou o dedo ao MPLA que acusa de ser o "patrono da corrupção em Angola" porque "promove a prática da corrupção como política oficial do Estado", dando os exemplos, entre outras áreas, da "gestão das finanças públicas, nos acessos à universidade pública, na polícia...".

Depois destas acusações públicas ao Governo e ao MPLA, o secretário-geral da UNITA, referindo-se a João Lourenço, novo cabeça de lista do MPLA e candidato a Presidente da República, depois de confirmada a saída da lista de José Eduardo dos Santos, pediu aos angolanos para "não se distraírem com a música que a oligarquia está a tocar nos últimos dias sobre uma eventual mudança trazida por ela mesma".

País está refém de uma "oligarquia de comerciantes"

O secretário-geral da UNITA, Franco Marcolino Nhany, afirmou, em conferência de imprensa sobre o "momento político do país", que essa "oligarquia de comerciantes" colocou ao seu serviço os órgãos de comunicação públicos, transformando-os em "máquina de propaganda do Partido-estado", referindo-se ao MPLA.

O presidente do MPLA e chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou no princípio deste mês que não será recandidato ao cargo nas eleições gerais deste ano, deixando assim o poder em Angola, ao fim de 38 anos.

O nome de João Lourenço foi aprovado pelo Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que governa o país desde 1975, como cabeça de lista do partido histórico às próximas eleições gerais, e candidato a Presidente da República, e do ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, como número dois, concorrendo a vice-presidente.

A Constituição angolana aprovada em 2010, prevê a realização de eleições gerais a cada cinco anos, elegendo 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 província do país (total de 90).

O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do Executivo, conforme define a Constituição, moldes em que já decorreram as eleições de 2012.

A campanha eleitoral do MPLA para as próximas eleições previstas para agosto será inteiramente conduzida pelo vice-presidente do MPLA, atual ministro da Defesa de Angola, e candidato a Presidente da República, João Lourenço.

LUSA

Modificado emquarta, 15 fevereiro 2017 17:36

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