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Burocracia e corrupção são entraves à diversificação da economia angolana

Burocracia e corrupção são entraves à diversificação da economia angolana

O economista Alves da Rocha considerou hoje, em Luanda, que a burocracia e a corrupção são dois grandes entraves para a diversificação da economia angolana.

"Aquilo que eu constato pessoalmente é a burocracia e a corrupção, que são os dois elementos essenciais a se ultrapassar para nós podermos dizer com o mínimo de honestidade que estamos no processo de diversificação", disse Alves da Rocha, diretor do Centro de Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola (UCAN).

Alves da Rocha fez hoje estas declarações durante a conferência de lançamento do livro sobre "Estudos sobre a Diversificação da Economia Angolana", do CEIC, tendo realçado que a burocracia mutila iniciativas de jovens empreendedores.

"É a burocracia que ainda se regista e que se levanta perante novas iniciativas. Fala-se nos jovens empreendedores, Angola Investe, o que é facto é que jovens não conseguem lá chegar, porque a burocracia é tanta e tanta que os jovens acabam por desistir", observou.

"Estudos sobre a Diversificação da Economia Angola" é um livro que descreve os efeitos da crise em Angola nos dois últimos anos, abordando as causas, consequências, propondo igualmente soluções para a sua saída.

O diretor do Centro de Estudos e Investigação da UCAN sublinhou que o livro aborda igualmente questões relacionadas com a diversificação e a criação de uma classe média, bem como levanta igualmente questões sobre o interesse político na promoção da diversificação da economia angolana.

"Porque isto poderia pressupor perda de alguma capacidade de manobra política e de algum poder económico, porque o processo de diversificação de uma economia se for feito de acordo com os cânones que aprendemos nos manuais de macroeconomia e de acordo com experiências do mundo a fora, a diversificação vai gerar um poder económico paralelo ao poder económico existente, que é o poder económico e político construído a volta do partido que exerce o poder há 42 anos. Será que há vontade?", questionou.

Alves da Rocha considerou igualmente que as reservas internacionais líquidas do país, "cifrada em 25 mil milhões de dólares", são insuficientes para diversificar a economia angolana em comparação com os investimentos de empresários angolanos no exterior de "30 mil milhões de saída acumulada de dinheiro de Angola".

"Porque as últimas contas que foram feitas, retiradas da balança de pagamento publicada pelo BNA é que os empresários angolanos têm mais dinheiro colocado lá fora do que o saldo das reservas internacionais líquidas, estas reservas não dão para nada e nem para fazer a diversificação", salientou.

Do ponto de vista da abordagem oficial, acrescentou, apesar das abordagens que se fazem sobre a proporção do Produto Interno Bruto (PIB) não petrolífero no PIB global, "que tem vindo a diminuir", é no interior do PIB não petrolífero onde "deve acontecer" a diversificação da economia.

"Mas a conclusão que nós tiramos é que dentro do PIB não petrolífero o setor mais importante é o Estado e não a indústria mineira, transformadora ou o comércio, o Estado tem uma representatividade de cerca de 25 a 28% no PIB não petrolífero e isto não é diversificação da economia ", concluiu.

LUSA

Modificado emterça, 14 março 2017 21:15

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