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Associação de Taxistas de Luanda pede clemência para os 143 membros detidos

Presidente da Associação de Taxistas de Luanda (ATL), Manuel Faustino Presidente da Associação de Taxistas de Luanda (ATL), Manuel Faustino

Pelo menos 143 taxistas detidos pela Policia angolana durante a greve promovida pelos também conhecidos “candongueiros”, foram ouvidos esta terça-feira (06.10) em várias secções do Tribunal Provincial de Luanda.

Ao fazer o balanço final das operações realizadas durante a greve protagoniza pelos taxistas, o porta-voz do Comando Provincial da Polícia de Luanda, Mateus Rodrigues, confirmou a dentenção de 143 cidadãos que exercem a atividade de táxista na capital angolana.

O distrito Urbano do Kilamba Kiaxi foi a zona onde houve o maior número de detenções. Segundo a polícia, os “candongueiros” foram presos por terem praticado atos de agressões e destruições de algumas viaturas dos colegas taxistas que não aderiram à greve de segunda-feira (05.10) .

"O julgamento dos 143 detidos começou hoje e daremos mais informações logo que for possível. Devo acrescentar que no municípiode Belas, no distrito do Kilamba Kiaxi ocorreram mais detenções", disse à imprensa Mateus Rodrigues porta-voz da polícia.

Nas redes sociais, circulou nas últimas horas a informação de que os protestos realizados na segunda-feira, teriam causado a morte de um cidadão. Esta informação foi desmentida por Rodrigues.

"Trata-se de um cidadão que depois de ser agredido pelos seus colegas taxistas na zona do Calemba II, Farmácia, ficou ferido, mas já se encontra fora de perigo", reiterou o porta-voz da polícia.

ATL entrega na quarta-feira caderno reivindicativo

A Associação de Taxistas de Luanda (ATL) elaborou um documento com exigências a apresentar ao Governo Provincial de Luanda onde também vai pedir clemência pelos 143 taxistas presos no protesto de segunda-feira.

Num encontro realizado esta terça-feira (06.10) entre os membros da Associação de Taxistas de Luanda (ATL), o presidente Manuel Faustino, disse à DW-África que foi preparado um documento com as exigências que vão apresentar ao Governo Provincial de Luanda, na manhã de quarta-feira (07.10).

Faustino diz que “os assuntos em causa são as paragens. A tarifa que tem de ser negociada e que não está oficializada. As rotas em funcionamento têm sido um grande problema com os agentes de trânsito e também a chamada gasosa [suborno]. Os nossos agentes fazem multas arbitrárias que acabam por culminar na gasosa”.

"Governo vai receber e ouvir as nossas exigências"

Manuel Faustino acredita que o Governo os vai receber e “ouvir com agrado”. Para o dirigente trata-se de fazer “chegar as preocupações perto das autoridades para que elas levem em consideração aquilo que é reivindicado. O que nós pensamos ser o espírito da boa vontade do Governo”, refere Faustino.

Na segunda-feira (05.10.), vários taxistas paralisaram a sua atividade, originando aglomerações nas paragens de táxi, tendo alguns deles protagonizado cenas de vandalismo, com agressão e a quebra de vidros das viaturas de colegas que não aderiram ao protesto.

Segundo Faustino o protesto aconteceu apenas em Luanda e lamenta que os confrontos tenham escalado para a violência, dizendo mesmo que nunca foi a intenção da ATL recorrer à mesma.

“Alguém tentou incitar os taxistas, a pessoa está identificada e pensamos que não pertence a nossa organização. Fomos surpreendidos com o acontecimento, embora as reivindicações sejam justas. Não tinha de ser pessoas alheias ao nosso exercício nem tão pouco podia ser da forma que foram reivindicadas que acabou em vandalismo. Carros civis foram agredidos, outros colegas, isso não é ética”, relata Faustino.

Manuel Faustino, disse que foram feitos apelos para o início das atividades normais até sexta-feira, dia em que se espera uma resposta às reclamações que vão ser apresentadas, no Governo Provincial de Luanda, na quarta-feira (07.10).

DW Africa

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