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Ministro da Justiça considera "processo normal" detenções de ex-governante

Ministro da Justiça  considera "processo normal" detenções de ex-governante

Há uma vontade de todas as instituições angolanas combaterem a corrupção, aliada à orientação política “de começar dentro de casa a alteração dos comportamentos, no sentido de se instaurar boas práticas”, realçou o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola.

“Corrupção? Problema não está nas pessoas mas sim no ambiente”, diz ministro da Justiça angolano

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola considerou hoje as detenções que ocorreram nos últimos dias no país, de altas figuras, como “um processo normal”, mas apelou à ponderação na sua avaliação.

Francisco Queirós falava hoje aos jornalistas, em Luanda, à margem de uma conferência oficial, tendo sido questionado sobre os casos de detenções ocorridos nos últimos dias, de governantes angolanos, incluindo o antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, e o ex-presidente do conselho de administração do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Para o governante, trata-se de “um processo normal que está a decorrer”, com a Procuradoria-Geral da República a “fazer o seu trabalho”.

Questionado sobre a justiça destas detenções, Francisco Queirós realçou que “a justiça é um processo e não pode ser avaliada logo no início”.

“Ainda há muito procedimento pela frente, há de haver depois a intervenção dos tribunais e só depois dos tribunais decidirem, e decidirem em última instância, é que se poderá dizer que justiça se fez”, frisou, ao falar à margem da conferência sobre a Perda e Recuperação dos Bens e Produtos Provenientes da Criminalidade Organizada, Económico-Financeira e Corrupção.

Salientou igualmente que há uma vontade de todas as instituições angolanas combaterem a corrupção, aliada à orientação política “de começar dentro de casa a alteração dos comportamentos, no sentido de se instaurar boas práticas”.

Francisco Queirós destaca, no entanto, que “o problema não está nas pessoas”, mas sim “no ambiente”, que se for “favorável à prática de corrupção, todos praticam e aqueles que não a praticam até se sentem mal por não a praticar”.

“Se o ambiente não é favorável à corrupção, então, ninguém pratica, porque o ser humano é assim. O que nós estamos a tentar fazer é mudar o ambiente e esta mudança está facilitada nesta nova legislatura, com esta postura do Presidente João Lourenço, que realmente está interessado na alteração do ambiente”, disse.

De acordo com o ministro, o Presidente da República, João Lourenço, mais do que se preocupar com “a posição das pessoas ou na identificação deste ou daquele prevaricador”, está mais interessado em alterar o ambiente.

“Temos que estar preocupados em alterar radicalmente o ambiente, para que todos nós nos sintamos num ambiente saudável e onde nos sintamos que estamos a cometer um pecado se cometermos algum mal”, disse.

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