Menu
RSS

Dívida a empresas portuguesas ‘’desenterra’’ inquérito parlamentar solicitado pela UNITA

Dívida a empresas portuguesas ‘’desenterra’’ inquérito parlamentar solicitado pela UNITA

Atrasados sem certificação, acima de 350 milhões de dólares, cobrados em ‘‘nova era’’ nas relações Angola/Portugal

A UNITA considera que os 100 mil milhões de kwanzas (cerca de 350 milhões de dólares) não certificados que Portugal cobra ao Governo angolano, como se verificou na visita do primeiro-ministro António Costa a Luanda, reforçam a necessidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)à dívida pública, extensiva a compromissos externos.

O vice-presidente da UNITA, na oposição, Raúl Danda, critica o que chama de falta de transparência, ressaltando que as dívidas são dos angolanos, e aponta para o sufoco de outras empresas estrangeiras, em Cabinda, com centenas de jovens empurrados para o desemprego.

Angola vai pagar os 30 mil milhões de kwanzas já chancelados sempre que houver disponibilidade de tesouraria, enquanto certifica a outra parte solicitada por empresas portuguesas, os cem mil milhões revelados pelo ministro das Finanças, Archer de Sousa Mangueira.

Após as garantias do governante, o vice-presidente do principal partido da oposição, Raúl Danda lembra que a transparência defendida pelo Presidente João Lourenço deve ser o mote para o inquérito negado em sede do Parlamento.

“Não é dívida do Executivo, que um dia pode sair, é dívida do país, deve ser paga, por isso não se deve esconder nada aos angolanos. A direcção da Assembleia Nacional, após o pedido para uma CPI, disse o assunto estava a ser tratado, é ridículo, não faz sentido. Isto porque quem deve ser fiscalizado é que está a fiscalizar.Por uma questão de transparência, devemos auditar as coisas, para sabermos em que buraco nós estamos a morar’’, critica Danda.

Apoiado em informações que recebe de Cabinda, o vice-presidente da UNITA avisa que o fecho de empresas estrangeiras está a roubar o emprego a milhares de angolanos

‘’Temos muitas empresas a entrar em falência, a Enfic, em Cabinda, que até é a que mais dá trabalho a seguir a Chevron. Mas esta a mandar pessoas para casa porque o Estado não paga e não dá perspectiva de pagamento’’, conta o parlamentar.

De Benguela, o segundo parque empresarial do país, surge o apelo do empresário português José Eduardo Lampreia, que actua nos sectores da metalúrgica e construção civil

‘’Por vezes temos certas dificuldades de tesouraria, mas vamos nos tentando virar, trabalhando não só com o Estado. Mas era bom que o Governo liquidasse as ordens de saque a favor de pequenas e médias empresas, como é a minha, e já não falo das grandes. Noventa e nove por cento dos trabalhadores são angolanos, que recebe formação nas áreas das obras públicas – construção – e metalúrgica’’, defende o empresário.

Fonte de uma grande construtora portuguesa disse à VOA que um dos aspectos por trás da não certificação é que o Tribunal de Contas estará a travar dívidas cujo valor ultrapassa o limite legal.

Neste pente-fino, conforme vaticina, voltarão a ser feitos cálculos e medições, num exercício que implicará a chamada de empreiteiros, fiscais e os donos das obras. VOA

.
..
.
.
back to top

Recomendamos